Oi! Tudo bem?
Aqui é o Luiz!
Quero compartilhar um pequeno segredo com você 🤫. Um segredinho perverso 🫣😂. Eu tenho um prazer estranho: curto entrar na plataforma que eu uso para mandar esse email para você e outras pessoas e ver que a cada email que eu mando algumas pessoas deixam de seguir. E eu acho muito bom isso 😳.
Parece estranho, não parece? O povo por aí fora brigando por seguidor em rede social e eu comemorando quando eu perco um? Mas tem uma lógica que eu vou contar e que a gente só entende a importância disso quando amadurece emocionalmente. E você deveria aplicar essa lógica no seu consultório e na vida toda.
Vamos lá!
O que eu faço aqui quando escrevo um email desse para você é tentar compartilhar meus melhores pensamentos sobre a vida, meu ponto de vista, mostrando meu coração. E quando você lê estamos mantendo uma relação através desse email. Você não tem obrigação de ler, nem concordar. E eu não tenho obrigação de escrever. Fazemos porque está sendo legal para nós dois (espero😂 😂 😂 ).
Relações humanas são assim. Quando a gente compartilha com outras pessoas valores comuns estamos nos relacionando. Isso é bom. Muito bom quando você acha alguém com quem trocar alguma coisa. Mas do mesmo jeito que existe você que “pertence” nessa relação comigo, tem outras pessoas que não. Elas não têm os mesmos valores. É duro dizer isso, mas é a verdade, o lugar delas é fora dessa relação. Quem diz isso é o grande psicólogo Roy Baumeister: não existe relação humana sem fronteira; tem quem está dentro e quem está fora. Ele lembra que o amor cria exclusões inevitáveis.
Por isso eu aprendi a ficar feliz com quem decide não receber mais meus emails. A vida é curta, muito curta, para você perder tempo com quem não tem os mesmos valores que você (e com café ruim também 😂 ).
Agora, o que isso tem a ver com seu consultório? Lá vai então!
Quero que você entenda que nem todo paciente é para você e você não vai ser o médico de todo paciente. E isso é muito bom. Na verdade é incrível!
Solte foguetes quando um paciente que não devia ser seu decidir não ser mais seu paciente. E tenha coragem de não ser o médico de um paciente que nunca vai ser “seu paciente”.
Antes de me denunciar para o CFM 🫣 deixa eu te explicar o fundamento disso.
A relação entre médico e paciente é uma relação humana, como outra qualquer. Ela obedece às mesmas “leis”. Edward Bordin, um psicólogo que estudou muito sobre a relação terapêutica, escreveu que para médico e paciente conseguirem formar uma aliança precisam de três elementos: acordo sobre as metas de tratamento, acordo sobre a forma de chegar nessas metas e vínculo baseado nos valores comuns. Sem esses três, nada feito.
Quantos pacientes você já atendeu que queriam coisas que você não concordava ou formas de chegar no resultado que você não acredita serem corretos? Muitos com certeza. E quantos outros você viu que não conseguiria atender por que simplesmente não sentia desejo de cuidar da pessoa, por vários motivos. Isso é assim mesmo, é normal.
Na verdade, a melhor coisa que você faz é ter claro para você quem você quer ter como paciente e quem não quer. Isso é importante para a sua prática, sua saúde e seu consultório.
Você não vai conseguir bons resultados clínicos com um paciente que não está alinhado com o tipo de medicina que você quer fazer. E insistir no contrário vai te adoecer.
E do ponto de vista do seu consultório a escolha de que paciente atender ou não é essencial. O pai da estratégia em negócios, Michael Porter, diz que a essência da estratégia é a escolha do que renunciar. O seu posicionamento como médico no mercado depende de uma clara decisão e comunicação de quem é você como médico e quem você não é para que os pacientes certos te procurem e fiquem.
É um passo grande na maturidade, de vida e de carreira, saber quem você é e quem não é, quem você quer e quem não quer ter ao seu lado. Fora da situação especial do atendimento de urgência, quando você é a única chance de alguém ter a chance de ter um outro médico depois, é seu direito não atender alguém que é incompatível com seus valores.
Entende porque eu fico feliz quando alguém decide não acompanhar mais meus emails? Porque em todas as situações na vida, você aprende quando amadurece, é melhor ter com você apenas as pessoas certas. Eu quero só ter a atenção das pessoas que se importam.
Nem todo mundo, e nem todo paciente, é para você. E você não é para todo mundo, nem será o médico de todos os pacientes. Espero que tenha ficado mais claro porque eu acho isso bom.
E se você ainda achar que vale a pena continuarmos trocando idéias 😂 😂 😂 , me conta o que você pensa.
Abração!
Luiz

